STF busca saída jurídica para garantir eleição direta no Rio
Octavio Guedes diz que Castro deu um 'golpe continuado' ao renunciar antes de ser cassado
A sucessão de golpes políticos no estado do Rio de Janeiro deixou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) perplexos. Há um consenso de que é necessário buscar uma saída jurídica para garantir uma eleição direta para escolher o sucessor de Cláudio Castro (PL), que renunciou e foi cassado no dia seguinte. Já há ministros debruçados para encontrar essas alternativas dentro da lei.
As regras para a escolha do novo governador estão sendo discutidas no Supremo Tribunal Federal (STF). Há maioria formada a favor da realização de uma eleição indireta, com voto secreto, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
No entanto, a decisão em análise trata do prazo de desincompatibilização e da definição sobre a adoção de voto secreto ou aberto em uma eventual eleição indireta.
Ainda assim, o entendimento não encerra a discussão sobre a possibilidade de realização de uma eleição direta, com voto popular. Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes votaram a favor disso.
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Na quinta-feira (26), a Alerj escolheu seu presidente sem observar recomendações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Tribunal de Justiça do Rio anulou a sessão que elegeu o deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Alerj e determinou a suspensão dos atos da eleição, ao entender que o processo só poderia ocorrer após a retotalização dos votos pelo TRE, conforme decisão do TSE que cassou o mandato de Rodrigo Bacellar.
Foi um golpe no governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, que nem sequer foi avisado de que haveria uma eleição. Estavam no plenário da Alerj secretários do seu governo, nomeados por Castro, pressionando deputados por votos. Ou seja, secretários de Estado trabalhavam numa eleição que o chefe deles nem sabia.
Quem é Ricardo Couto, desembargador que toma posse como governador do RJ após a renúncia de Castro
É fato que o desembargador Ricardo Couto cometeu um erro político, já que não é do ramo.
Ele se preparou para conduzir a sucessão como se fosse um conclave, com santos homens definindo quem sentaria no trono do Palácio Guanabara. Já percebeu — porque é republicano, mas não ingênuo — que está conduzindo uma eleição para o Sindicato da Vigarice Eleitoral.
O primeiro golpe foi dado pelo ex-governador Cláudio Castro. Ele renunciou um dia antes de ser cassado para garantir que seu sucessor não fosse definido por eleição direta.
Deu certo. A Justiça Eleitoral fingiu que a renúncia não era uma manobra e decidiu por eleição indireta. Ou seja, o grupo político de Castro, que tem maioria na Alerj, ia definir o nome do sucessor.
O mais trágico é que Cláudio Castro foi cassado por abuso de poder, ou seja, uso da máquina. E o plano da sua turma é colocar o candidato de Castro,
Douglas Ruas, à frente da máquina para derrotar Eduardo Paes.FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/octavio-guedes/post/2026/03/27/stf-busca-saida-juridica-para-garantir-eleicoes-limpas-no-rio.ghtml