Moraes envia para julgamento no plenário ação que questiona limites para acordos de delação

  • 08/04/2026
(Foto: Reprodução)
Moraes pede para STF votar ação sobre limite para delações O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao plenário da Corte para julgamento, nesta quarta-feira (8), uma ação do Partido dos Trabalhadores (PT) que questiona limites para acordos de delação premiada. A ação foi apresentada pelo partido em 2021 e quer delimitar constitucionalmente a aplicação do mecanismo. Ou seja, a partir da discussão, os ministros podem estabelecer regras ou restrições para acordos desse tipo. Moraes é relator do caso e liberou o processo para que o presidente da Corte, Edson Fachin, marque uma data para julgamento presencial com manifestação dos demais ministros sobre o tema. O pedido de Moraes ocorre enquanto há uma discussão sobre um eventual acordo de delação premiada com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, investigado por fraudes bilionárias relacionadas à instituição financeira. ➡️ A delação premiada, conhecida também como colaboração premiada, é um acordo feito entre uma pessoa investigada por crimes, o Ministério Público e a Polícia Federal. De um lado, as autoridades podem obter informações úteis para a solução do caso; de outro, o investigado pode garantir benefícios no processo penal e na condenação. Alexandre de Moraes durante julgamento da Primeira Turma do STF sobre os acusados de mandar matar Marielle Franco Mateus Bonomi/Reuters O que diz a ação O PT pede que o Supremo estabeleça regras para impor limites e restrições sobre acordos de delação premiada. Em 2022, a Procuradoria-Geral da República se manifestou pela rejeição da ação no STF. A Procuradoria aponta que ação não é cabível porque há outros meios para discutir os pontos questionados pelo partido. Na ação, o PT pede que o STF fixe que: ▶️as declarações do colaborador premiado, mesmo quando corroboradas por outras delações recíprocas, não poderão ser o único fundamento para ensejar decretação de prisões ou bloqueios de bens, por exemplo, ou sentença condenatória; ▶️estabeleça a garantia de que, em todas as fases do processo, o delatado terá oportunidade de manifestar-se após o decurso do prazo concedido ao réu que o delatou; ▶️as vantagens negociadas com o delator precisam estar previstas em lei; ▶️que será considerado nulo todo acordo de delação celebrado com réu em prisão cautelar manifestamente ilegal por falta de voluntariedade; Segundo o partido, "o combate à criminalidade não deve e não pode ser feito à revelia das garantias processuais fundamentais".

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/04/08/moraes-pede-para-stf-votar-acao-que-questiona-limites-para-acordos-de-delacao-premiada.ghtml


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