Instituto lança 23ª edição do Prêmio Innovare, que vai destacar iniciativas do meio jurídico sobre transparência
17/03/2026
(Foto: Reprodução) O Instituto Innovare lançou, nesta terça-feira (17), a 23ª edição do prêmio que, neste ano de 2026, vai destacar iniciativas do meio jurídico sobre transparência e prestação de contas à sociedade.
As inscrições começaram no dia 5 de março e vão até o dia 5 de maio. O candidato deve acessar o site www.premioinnovare.com.br e preencher a ficha para participar.
As categorias são:
tribunal;
juiz;
Ministério Público;
Defensoria Pública;
advocacia;
justiça e cidadania;
Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
E há ainda uma categoria para o prêmio destaque deste ano com o tema "Administração pública responsável: transparência e prestação de contas à sociedade".
Para a categoria Conselho Nacional de Justiça, o tema também é Transparência e as inscrições devem ser feitas até 22 de abril pelo portal Boas Práticas do CNJ.
Participaram do lançamento do prêmio o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, e o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Britto, que preside o conselho superior do Instituto Innovare, além de ministros de tribunais superiores, como Supremo e do STJ.
🔎O Prêmio Innovare é uma realização do Instituto Innovare, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Advocacia Geral da União, de associações jurídicas e conselhos de justiça do país e tem o apoio do Grupo Globo.
Ao todo, nas 22 edições já realizadas, 312 iniciativas foram destacadas com prêmios e menções honrosas, sendo que considerável parte delas já virou política pública.
Código de Ética no STF
Fachin, STF, defendeu a autocontenção do Poder Judiciário
As definições dos temas da premiação ocorrem em meio a tratativas no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a necessidade de um código de ética para ministro da Corte e adoção de um código de conduta para integrantes de tribunais superiores.
O ministro aposentado Ayres Britto elogiou a iniciativa de um código de ética para o Supremo. Segundo o ministro, notável saber jurídico e reputação ilibada não são apenas requisitos para a entrada em tribunais superiores. "São requisitos de permanência. O tempo inteiro. Por isso, o Judiciário fala por último". acrescentou.
"Quem tem poder de falar por último. Tem que prestar contas também. Uma vez eu disse no Supremo: nas coisas do poder, todo poder começa com o desnudamento e prestação de contas. O presidente Fachin fala sobre código de conduta profissional, e está certo. Justiça começa dentro de casa. É preciso evidenciar, comprovar, que está à altura da jurisdição – e jurisdição suprema", disse Ayres Britto.
O presidente do STJ, Herman Benjamin, afirmou que recrutar os melhores quadros e conferir uma remuneração adequada são pilares para um bom sistema de Justiça.
O vice-presidente do TRF6, desembargador Ricardo Rabelo, destacou o impacto da premiação do Innovare.
Ele foi um dos vencedores do prêmio na categoria Tribunal da 22ª edição, em 2025, pelo Acordo de Repactuação de Mariana. O acordo de indenização se tornou referência no Poder Judiciário, dando solução consensual a um problema que poderia se arrastar por anos na Justiça.
O desembargador afirmou que uma boa prática precisa ser disseminada, o que amadurece a sociedade e fortalece o Judiciário. E declarou que soluções como a de Mariana demonstram que o Judiciário consegue responder a tudo a que é chamado.
"O Instituto Innovare estimula novas práticas. A conciliação é instrumento de Justiça social no país", concluiu Rabelo.
Instituto Innovare já realizou 22 edições de premiação de iniciativas do meio jurídico
Beatriz Borges/g1