Em evento do PT, Lula diz que 'não corre atrás de adversários' e que governo não perderá eleição se fizer ‘as coisas corretas’
24/04/2026
(Foto: Reprodução) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (24) que o partido que está no comando do governo "não corre atrás do adversário" e que acredita que não perderá a eleição caso o governo faça "as coisas corretas".
"Se nós fizemos as coisas corretas, e acreditamos que nós fizemos as coisas corretas, nós não perderemos a eleição para ninguém neste país. [...] O que é importante ter claro é que um partido que está no governo não corre atrás do adversário, é o adversário que corre atrás dele. É ele que tem que colocar a bola na frente", disse Lula.
A declaração foi feita em um vídeo enviado pelo presidente para ser exibido durante o encontro nacional do PT, que acontece em Brasília.
PT debate eleições em momento de queda de popularidade
Havia expectativa que o presidente participasse presencialmente do evento, no entanto, nesta sexta o petista retirou uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo e fez uma infiltração no punho para tratar uma tendinite no polegar da mão direita no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
Com isso, a presença do presidente no evento, que acontece até este domingo (26), ainda não está confirmada.
Segundo o médico Roberto Kalil Filho, os dois procedimentos ocorreram sem nenhuma intercorrência.
Segundo boletim médico divulgado após os procedimentos, o presidente deverá retornar às suas atividades habituais na segunda-feira (27) e seguirá com acompanhamento médico.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em mensagem ao Congresso do PT
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O Partido dos Trabalhadores (PT) discutirá, neste fim de semana, em Brasília, um documento político que deve servir para traçar estratégias relacionadas às eleições de outubro, com orientação de alianças, e às futuras diretrizes partidárias. O texto será analisado durante o encontro nacional do partido.
Em manifesto que será debatido no congresso, a sigla propõe uma reforma no Judiciário "visando à democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito".
O documento também prevê reformas que o partido considera "decisivas, sem as quais o projeto democrático-popular permanecerá bloqueado", sendo elas:
reforma política e eleitoral, "capaz de democratizar o poder e restituir a soberania popular e alterar o atual modelo de execução orçamentária através de emendas parlamentares";
reforma tributária, "para corrigir distorções graves do sistema de impostos e financiar direitos";
reforma tecnológica, "com vistas à soberania produtiva, científica e digital, fortalecida por uma ampla regulamentação dos oligopólios das plataformas digitais";
reforma do Poder Judiciário, "visando à democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito"; e
reforma administrativa, "que permita a reconstrução do Estado brasileiro e fortalecimento da capacidade pública".