Defesa diz que Bolsonaro 'jamais soube' que Flávio divulgaria carta em apoio a pré-candidatura

  • 15/07/2026
(Foto: Reprodução)
Valdo: Bolsonaro diz que não soube que carta seria publicizada A defesa de Jair Bolsonaro afirmou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (15) que o ex-presidente "jamais soube" que Flávio divulgaria a carta de apoio a sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PL. O documento foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que levou Jair Bolsonaro à prisão por tentativa de golpe. A manifestação é uma resposta a uma determinação do ministro, que deu prazo de 48 horas para esclarecimentos após a carta ter sido lida publicamente pelo senador e divulgada em redes sociais. Moraes dá 5 dias para parecer da PGR Além de cobrar explicações, Moraes suspendeu as visitas de Flávio por 90 dias, por considerar que a veiculação da carta possivelmente desrespeitou a ordem que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros". No texto entregue nesta quarta, os advogados afirmam que Bolsonaro "jamais soube" que o documento, intitulado "Carta aos Brasileiros", seria publicizado, "tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim". "A referência feita pelo senador Flávio Bolsonaro durante a leitura do documento traduz manifestação por ele proferida e não corresponde a circunstância previamente conhecida [por Bolsonaro]. A circunstância de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisão adotada sem que houvesse prévia ciência do [ex-presidente]", diz a defesa. No documento endereçado a Moraes, os advogados afirmam ainda que o ex-presidente tem observado de "maneira rigorosa" todas as medidas e limitações impostas pela Justiça em relação à sua prisão domiciliar humanitária. Carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e lida pelo senador Flávio Bolsonaro Divulgação Entre as restrições vigentes, estão: a proibição do uso de aparelhos de comunicação o veto ao acesso a redes sociais e a proibição da divulgação de manifestações pessoais por intermédio de terceiros. Segundo os advogados, a elaboração do manuscrito ocorreu de forma legítima e privada. A carta foi entregue a Flávio Bolsonaro durante uma "visita regularmente autorizada", momento em que o pai repassou o texto ao filho, sem prever ou autorizar que o teor fosse levado ao conhecimento público ou divulgado na internet. Os defensores também argumentaram na petição que o ex-presidente já redigiu outras cartas manuscritas em ocasiões anteriores, enquanto estava submetido às mesmas restrições impostas pelo STF. "O peticionário [Bolsonaro] jamais vislumbrou qualquer incompatibilidade entre a redação de uma carta com as restrições impostas [pela Justiça]", diz outro trecho do documento enviado à Suprema Corte. Na manifestação enviada a Moraes, os advogados afirmam que Bolsonaro tem o compromisso em continuar cumprindo todas as regras e medidas cautelares determinadas pelo ministro desde o início do benefício da prisão domiciliar humanitária. Jair Bolsonaro recebeu o benefício em março deste ano em razão do seu estado de saúde. Desde novembro de 2025 ele cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma tentativa de golpe para mantê-lo no poder, mesmo após a derrota nas eleições de 2022. Crise com Michelle A carta de Bolsonaro foi lida por Flávio alguns dias depois que o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro trocaram acusações pelas redes sociais. Na carta, Bolsonaro escreveu aos seus apoiadores que é hora de "deixarmos de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro". Jair Bolsonaro em imagem de arquivo Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/valdo-cruz/post/2026/07/15/defesa-diz-que-bolsonaro-jamais-soube-que-flavio-divulgaria-carta.ghtml


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